
Nascido em outubro de 1983 em Maceió, Alagoas — onde vive até hoje —, Pablo Casado cresceu diante da programação inflexível da TV aberta e do que o troco do lanche da escola era capaz de adquirir das prateleiras de gibis nas bancas de revista.
A escrita e a consequente necessidade de contar histórias vieram da mãe, que o levou pela primeira vez ao cinema ainda menino; do pai, afeito aos seriados, em especial os policiais; e dos quadrinhos de super-heróis, porta de entrada para diversas outras leituras.
No início dos anos 2000, integrou grupos de quadrinistas, produziu fanzines e participou de publicações independentes com histórias curtas. É um dos cofundadores do Quarto Mundo, principal coletivo de autores independentes do país, e do selo Fictícia — pelo qual produziu seu primeiro trabalho de fôlego ao lado de Hector Lima, Felipe Cunha e Victoria Schall: a graphic novel Sabor Brasilis (2013), contemplada pelo ProAC e publicada pela Zarabatana Books.
Em 2014, juntou-se ao ilustrador Talles Rodrigues e deram início à publicação de Mayara & Annabelle. Sucesso de público e de financiamento coletivo, a série teve cinco volumes e uma edição especial, todas lançadas de forma independente.
Em 2021, a Conrad Editora assumiu a publicação da série e, além de edições definitivas coletando os volumes independentes, já lançou Mayara & Annabelle e a Carreta Fantasma (2022), uma das obras inaugurais do selo HQ Para Todos, e as duas primeiras partes de Mayara & Annabelle: Conflitos Internos (2024-2025).

Retomou a parceria com Felipe Cunha, com quem produziu (além de Sabor Brasilis) diversos fanzines, no álbum de ficção científica e crime Soul Ink (2023), ambientado em Maceió. Lançada inicialmente de forma independente, a obra foi contemplada no Prêmio Paulo Gustavo e ganhou uma nova tiragem.
Além dos quadrinhos, já produziu e escreveu curtas-metragens, prestou consultorias para roteiros audiovisuais, foi redator em campanhas políticas majoritárias e, nas horas vagas, preparador de texto. Hoje, continua atuando em todas estas frentes, mas sempre priorizando aquilo que o trouxe até aqui:
Escrever para contar histórias.